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Pesquisas são promissoras para alérgicos ao trigo

Um projeto conjunto entre a Edith Cowan University (ECU) e a Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), ambas da Austrália, revelou informações importantes sobre as proteínas que causam dois dos tipos mais comuns de sensibilidade ao trigo, a alergia não celíaca e asma ocupacional. Com uma estimativa de 10% das pessoas que sofrem de sensibilidade ou alergia ao trigo, causando uma série de problemas de saúde crônicos, os pesquisadores estão desenvolvendo testes que ajudarão a produção de variedades de trigo com baixo alérgeno no futuro.

A professora de Alimentação e Agricultura da ECU, Michelle Colgrave, liderou a investigação. "Sabemos há muito tempo que certas proteínas do trigo podem desencadear uma resposta imune em algumas pessoas, mas agora desenvolvemos uma maneira de detectar e quantificar essas proteínas", disse a professora.

"Observamos um grupo de proteínas chamadas inibidores da alfa-amilase / tripsina (ATIs), que são conhecidas por desencadear a inflamação intestinal e doenças crônicas associadas à intolerância ao trigo em algumas pessoas. Essas proteínas da ATI são comumente encontradas no trigo e desempenham um papel importante na defesa das plantas contra pragas e também atua como um nutriente importante para o crescimento das plantas e a nutrição humana”, completou.

Os pesquisadores desenvolveram uma nova técnica inovadora para medir especificamente 18 dessas proteínas, o que ajudará os criadores a selecionar variedades com baixos níveis de proteína ATI no futuro ou os fabricantes a detectar essas proteínas nos alimentos. "Este é um passo promissor para futuros programas de criação de trigo que visam produzir variedades de trigo seguras e saudáveis para atender às necessidades dos consumidores que atualmente dependem da prevenção total do trigo", concluiu.
FONTE: AGROLINK(Leonardo Gottems)