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Soja segue em queda com Dólar mais baixo no Brasil

Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a terça-feira (09.06) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação caindo 2,11% nos portos, para R$ 102,75/saca (contra R$ 104,97/saca do dia anterior). Com isto a perda acumulada nos portos neste mês ficou em 4,43%.

“Mesmo com a pequena alta do Dólar nesta terça-feira (está longe de recuperar tudo o que perdeu) a Soja recuou um real/saca no Rio Grande do Sul, para R$ 107,50/saca pagamento inicio de julho no Porto. O mesmo comprador do dia anterior oferecendo esse preço, obviamente, porque a empresa foi bem no leilão de Biodiesel da semana passada”, afirma a T&F Consultoria Agroeconômica.

No Paraná, mesmo com a pequena recuperação do dólar os preços recuperam tanto no mercado interno, quanto no porto, nesta terça-feira. O mercado de balcão foi o único que manteve o preço em R$ 92,00/saca na região dos Campos Gerais. No mercado de lotes, o mercado continuou cedendo e os vendedores se ausentaram.

“No porto o preço recuou novamente mais 2 reais/saca para R$ 103,00 para entrega junho e pagamento em julho. Para entrega em julho e pagamento em agosto o preço oferecido recuou um real/saca para R$ 104,00/saca. Nesta semana está atracado em Paranaguá o navio ‘Pacific South’ para receber um volume histórico de 103 mil toneladas de farelo de soja”, aponta a T&F.

CHINA
Ainda de acordo com os analistas da T&F, a China comprou dois cargos de soja norte-americana: “Mesmo assim, os prêmios da soja brasileira estiveram 3 cents mais firmes, na média, sendo reportados negócios no Brasil apenas no mercado de paper. Os prêmios da soja brasileira nos portos de Origem subiram em média 3 cents/bushel. No mercado de Paper de Paranaguá houve negócios para Agosto a + 128Q. Os prêmios da soja brasileira no mercado CIF portos chineses os prêmios da soja brasileira voltaram a subir, inibindo as compras”.
FONTE: AGROLINK(Leonardo Gottems)