Notícias

Commodities: Desvalorização do dólar motiva alta do trigo em Chicago

trigo049GImpulsionadas pela desvalorização do dólar ante outras divisas, as cotações do trigo voltaram a fechar no campo positivo na bolsa de Chicago nesta sexta-feira.

Ao fim da sessão, os contratos futuros do cereal com entrega para dezembro avançaram 0,59%, ou 3 centavos de dólar, e terminaram o dia cotados a US$ 5,095 o bushel.

“A fraqueza do dólar americano e a força do ouro ajudaram a fornecer algum suporte subjacente para o trigo”, disse a consultoria RJO Futures à Dow Jones Newswires.

trgi valor grafico

Na quinta-feira, os preços do cereal avançaram com a piora do cenário para a produção da Europa. Segundo a Strategie Grains, os países-membros da União Europeia e o Reino Unido produzirão 128 milhões de toneladas na safra 2020/21, uma redução de 2,3 milhões de toneladas em relação ao previsto pela consultoria no mês passado e 19,2 milhões de toneladas a menos que em 2019/20.

O analista Karl Setzer, da consultoria Agrivisor, lembrou que há também relatos de forte seca na Argentina. “Partes do cinturão do trigo argentino estão com a umidade do solo muito baixa”, disse, em relatório.

Ainda na bolsa de Chicago, os contratos de soja para novembro fecharam praticamente estáveis nesta sexta-feira após avançarem 1,87% na sessão anterior. Houve leve queda de 0,08%, ou 0,75 centavo de dólar, para US$ 8,9875 o bushel.

Na avaliação do analista Doug Bergman, da empresa RCM Alternatives, a demanda por soja americana está boa, mas a entrada da nova safra dos EUA no mercado ainda preocupa os traders.

Ainda em relação à demanda, empresas americanas relataram nesta sexta-feira a exportação de 126 mil toneladas de soja para entrega na China durante a safra 2020/21. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país asiático comprou 1,9 milhão de toneladas de soja americana nos últimos sete dias.

trgi milho valor grafico

No mercado de milho, os contratos para dezembro recuaram 0,22%, ou 0,75 centavo de dólar, cotados a US$ 3,38 o bushel.

Para o analista Tomm Pfitzenmaier, da consultoria Summit Commodities, a percepção geral do mercado é que a tempestade que atingiu o Meio-Oeste americano na terça-feira deu oportunidade para os traders movimentarem os papéis, mas a tendência continua sendo baixista no longo prazo.

“A percepção geral é que, independentemente dos problemas com o vendaval, ainda haverá um excesso de oferta de milho nos EUA e no mundo, o que tornará difícil para os preços subirem muito além das máximas de ontem”, disse Pfitzenmaier à Dow Jones Newswires, no início da sessão.

#ParceriaAgro

FONTE: Valor Econômoco(Naiara Albuquerque e Fernanda Pressinott)