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EPI requer cuidados para manter proteção

Os EPIs ou Equipamentos de Proteção Individual surgiram durante a Revolução Industrial e chegaram ao campo pela sua capacidade de proteger o aplicador durante o manejo com agroquímicos nas diferentes culturas. A segurança ocorre tanto para quem trabalha com o equipamento tanto quanto para o empregador.

O EPI reduz a exposição do trabalhador aos defensivos e isso tem colaborado para diminuir o número de intoxicações por esta causa. Uma aliada das boas práticas no uso é a Norma Regulamentadora (NR) 31. Publicada em 2005 a regra tem como objetivo estabelecer os preceitos de segurança no ambiente de trabalho rural.

A normativa estabelece, dentre outros pontos, que é de responsabilidade do empregador fornecer gratuitamente os EPIs aos seus empregados e exigir que os mesmos utilizem o equipamento de proteção. Os equipamentos avançaram e hoje estão muito mais confortáveis e sua utilização impede a absorção e qualquer produto. O uso do EPI veda a principal via de absorção desses produtos, a via dérmica. Cerca de 95% da absorção são pela pele.

Segundo o professor-doutor Marco Antônio Gandolfo, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) explica que quem aplica agroquímicos com autopropelidos e tratorizados com cabine fechada e pressurizada, não é precisa usar EPI. Já quem prepara a calda corre um alto risco, pois manipula um produto concentrado. Então é fundamental o uso. “Temos que considerar níveis diferentes de risco. Se eu disser que 100% das pessoas que operam máquinas com cabine fechada não usam EPI isso está errado? Não. Porém se eu disser que 50% daqueles que manipulam a calda não usam EPI, é um número muito alto”, compara.

Gandolfo observa três entraves principais na utilização dos EPIs na atividade rural. O primeiro problema é a aquisição do equipamento. “Trata-se de uma questão cultural. O agricultor, principalmente os mais antigos, não entende a necessidade daquilo, não acredita no perigo dos agroquímicos, então não compra”, aponta. O segundo é a não utilização. “O sujeito compra, mas não usa, pois pensa ‘vou fazer uma atividade simples, não precisa’”, acrescenta Gandolfo. O terceiro problema é a limpeza do EPI.

O EPI deve ser lavado individualmente, sem nenhuma outra peça de roupa junto. Outro ponto que merece atenção é passar o EPI com ferro quente após a lavagem. “A superfície do EPI é hidro-repelente. Após a limpeza com sabão, a função hidro- -repelente se recupera com a passada de ferro quente”, ensina.

Dentro do Instituto Agronômico de Campinas, o IAC, polo de Jundiaí (SP) em um laboratório equipamentos testam a eficácia dos EPIs, através do Programa Quépia. Testes avaliam a qualidade do material e se oferecem proteção e conforto térmico ao aplicador.

Acompanhamos na prática como é realizado o trabalho, com simulação de aplicação que mostra os riscos e desperdício de defensivo e como se dão as análises em laboratório. Reveja:

 

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FONTE: AGROLINK(Eliza Maliszewski)