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“China dá sinais de aprovação de transgênicos”

“Temos visto, eu diria nos últimos doze meses, melhorias nas aprovações de biotecnologia tanto para milho quanto para soja”. A afirmação foi feita por Bob Reiter, Chefe Global de Pesquisa e Desenvolvimento da divisão Crop Science da Bayer, respondeu a algumas perguntas que fizemos durante a reunião “Global Crop Science Pipeline Media Call” em março.

A Bayer lançou dez novas formulações de proteção de cultivos, e anunciou mais três “traits” biotecnológicos que estão avançando para a fase de lançamento. Isso inclui a soja Intacta 2 Xtend, que ganhou todas as aprovações regulatórias e deve ser lançada no Brasil até o final deste ano. Confira as resposta de Bob Reiter:

Como está o cronograma de aprovação da soja Intacta na China?

Bob Reiter – A China é um mercado muito importante para os produtos agrícolas, e por isso precisamos sempre ter certeza na aprovação regulatória para importação, principalmente, da soja para o mercado chinês. Temos visto, eu diria, nos últimos doze meses, melhorias nas aprovações de biotecnologia tanto para milho quanto para soja.

Para a China é importante que eles tenham acesso à importação de safras e também produtividade para garantir que tenham acessibilidade a essas safras. Portanto, espero que esta nova tendência de regras de aprovação de importação se confirme. Quanto mais vezes vemos, mais vezes nos sentiremos confortáveis. É uma tendência de curto prazo que estamos vemos e esperamos que se torne uma tendência de longo prazo.

Essas aprovações recentes de outras biotecnologias já indicam uma tendência para a abertura total? A orientação do governo Pequim para aumentar a produção agrícola chinesa local também joga a favor?

Bob Reiter – Parte disso está relacionado aos compromissos assumidos pela China com o governo dos Estados Unidos na primeira fase do acordo para encerrar a guerra comercial. Todo essa questão de aprovação da biotecnologia foi um ponto importante desde a perspectiva do governo norte-americano.

Mas também acho que há alguma influência, é claro, desde a perspectiva da China, da necessidade de continuar a importar proteína na forma de soja. E também, recentemente, eles tiveram alguns problemas com a safra de milho. O que anunciamos hoje [na conferência de imprensa] é apenas uma amostra do que estamos trabalhando, enquanto continuamos a moldar a agricultura para atender às necessidades crescentes dos agricultores, consumidores e do planeta.
FONTE: AGROLINK(Leonardo Gottems)