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Soja acompanha grãos e recua forte na CBOT com clima nos EUA e interferência da China nas commodities

Bolsa de ChicagoDepois de testar os dois lados da tabela, os preços da soja voltaram a recuar forte no início da tarde desta terça-feira (25) na Bolsa de Chicago. O mercado, segundo explica Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, cede diante de pressões do financeiro e refletindo as condições favoráveis de clima nos Estados Unidos.

Por volta de 13h (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 16,75 e 22,25 pontos, com o julho sendo cotado a US$ 15,05 e o novembro, US$ 13,40 por bushel.

"O dia que era positivo reverteu a tendência na Bolsa de Chicago. Pressionada principalmente pelo milho e pelo farelo, a soja que subia 10 centavos agora perde mais de 20", diz a equipe da Agrinvest Commodities.

Entre os fatores de pressão estão o bom avanço do plantio nos EUA, as condições favoráveis de tempo para o desenvolvimento da safra 2021/22 no Corn Belt, e também a pressão do governo da China sobre o mercado de commodities.

"Os reguladores chineses estão apertando o cercado a especuladores e o milho está entre os ativos investigados, derrubando as cotações do cereal nas bolsas chinesas", complementa a Agrinvest.

Um comunicado emitido pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) da China, o país irá fortalecer ainda mais o monitoramento e as análises sobre os preços das commodities como soja, petróleo, óleo e gás, bem como deverá intensificar o controle sobre preços do minério de ferro, cobre e milho.

A informação vem circulando no mercado desde a última semana e pesa novamente sobre as cotações nesta terça-feira. Perto de 13h30, os preços do milho também cediam forte, caindo mais de 20 pontos em seus principais contratos.

E enquanto recuam as cotações da soja, do milho, do trigo e do farelo na CBOT, os futuros do óleo intensificam seus ganhos e sobem mais de 2%. Segundo os analistas do portal americano Farm Futures, o derivado reverte baixas de cinco dias diante de uma melhora dos preços da soja no mercado chinês.

FONTE: Notícias Agrícolas(Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja)