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Soja sobe mais de 2% acompanhando nova disparada do óleo e queda forte do dólar

Soja 16:9No início da tarde desta terça-feira (24), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago intensificam suas altas e sobem mais de 30 pontos nos principais contratos. O novembro, referência para a safra americana, vinha cotado a US$ 13,29 e o maio/22, US$ 13,35 por bushel. E parte dos ganhos do grão vem na carona do óleo de soja, que sobe mais de 3% na CBOT.

Segundo explicam os analistas e consultores de mercado, as altas do derivado acompanham o avanço de mais óleos vegetais em mais partes do globo, principalmente a Ásia, e também um movimento positivo de retomada das commodities diante de uma baixa do dólar. O dólar index, perto de 12h20 (Brasília), cedia 0,06% e frente ao real a perda era de 2,15% para R$ 5,27 - o que diminui, inclusive, a competitividade da soja brasileira.

O bom humor do financeiro não só derruba o dólar, como puxa as demais commodities e também as bolsas. O petróleo sobe mais de 2%, bem como o café, e o milho tem ganhos superiores a 1%.

Para a soja, além do óleo, do financeiro e do dólar, o estímulo vem também do lado da demanda. A China comprou mais soja nos EUA nesta terça-feira e estimulou o avanço das cotações.

E complementando o quadro, há ainda uma preocupação do mercado depois que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicou uma piora nas lavouras americanas ontem em seu boletim semanal de acompanhamento de safras.

O índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições passou de 57% para 56% na semana. Há um ano, eram 69% dos campos em boas ou excelentes condições. O USDA informou ainda 28% dos campos em situação regular e 16% em condições ruins ou péssimas. Há uma semana, os números eram de 28% e 15%, respectivamente.

FONTE: Notícias Agrícolas(Carla Mendes)